Rádio Cast – De Milagres/CE para o Mundo!
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NOTÍCIAS
Tradicionalmente encarado como o último mês da pré-estação chuvosa, Janeiro encerrou sem atingir o volume mínimo de chuvas aguardado para Milagres, frustrando a esperança de um começo de ano mais generoso para o campo e para o abastecimento hídrico do município.
Dados oficiais da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) mostram que, ao longo de todo o mês de janeiro, foram registrados 99 milímetros de chuva na cidade de Milagres. O número ficou bem abaixo do esperado para o período, que era de 144,9 milímetros, representando um desvio negativo de 31,7%. Na prática, choveu quase um terço a menos do que o considerado normal.
Além do baixo volume, outro fator chamou atenção: a irregularidade das precipitações. A maior chuva do mês foi registrada no dia 21, com 21 milímetros. Antes disso, no dia 10, choveu 18 milímetros, e no dia 27, foram 17 milímetros. Fora esses episódios pontuais, janeiro foi marcado por longos intervalos de estiagem.
Os chamados veranicos — períodos consecutivos sem chuva — se repetiram ao longo do mês, especialmente entre os dias 2 e 9, 12 e 17 e 22 a 25. Esses intervalos secos impactam diretamente a umidade do solo e dificultam o planejamento agrícola, sobretudo para quem depende exclusivamente das chuvas para o plantio.
Outro dado que reforça a má distribuição das precipitações é que, entre os dias 26 e 30, choveu 49,2 milímetros, o que representa quase 50% de todo o volume registrado em janeiro. Ou seja, metade da chuva do mês caiu concentrada em apenas cinco dias, sem tempo suficiente para uma infiltração equilibrada no solo.
Na zona rural, os números variaram bastante de uma localidade para outra. No Sítio Serra Brava, o acumulado chegou a 116,1 milímetros ao longo do mês. Já no Sítio Saco, foram registrados 88 milímetros, enquanto o Sítio Valdivino contabilizou 65 milímetros em janeiro, evidenciando ainda mais a desigualdade na distribuição das chuvas dentro do próprio município.
Apesar do cenário pouco animador no início do ano, a esperança segue viva. A expectativa agora se volta para a quadra chuvosa, que começa oficialmente em fevereiro. Agricultores e moradores do campo aguardam que as próximas semanas tragam um regime de chuvas mais regular, capaz de garantir boas condições para o plantio e, consequentemente, uma safra produtiva, essencial para a economia e a segurança alimentar de Milagres.
Enquanto isso, janeiro fica marcado como um mês de alerta: choveu, mas não o suficiente — e nem da forma que a terra precisava.
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Tradicionalmente encarado como o último mês da pré-estação chuvosa, Janeiro encerrou sem atingir o volume mínimo de chuvas aguardado para Milagres, frustrando a esperança de um começo de ano mais generoso para o campo e para o abastecimento hídrico do município.
Dados oficiais da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) mostram que, ao longo de todo o mês de janeiro, foram registrados 99 milímetros de chuva na cidade de Milagres. O número ficou bem abaixo do esperado para o período, que era de 144,9 milímetros, representando um desvio negativo de 31,7%. Na prática, choveu quase um terço a menos do que o considerado normal.
Além do baixo volume, outro fator chamou atenção: a irregularidade das precipitações. A maior chuva do mês foi registrada no dia 21, com 21 milímetros. Antes disso, no dia 10, choveu 18 milímetros, e no dia 27, foram 17 milímetros. Fora esses episódios pontuais, janeiro foi marcado por longos intervalos de estiagem.
Os chamados veranicos — períodos consecutivos sem chuva — se repetiram ao longo do mês, especialmente entre os dias 2 e 9, 12 e 17 e 22 a 25. Esses intervalos secos impactam diretamente a umidade do solo e dificultam o planejamento agrícola, sobretudo para quem depende exclusivamente das chuvas para o plantio.
Outro dado que reforça a má distribuição das precipitações é que, entre os dias 26 e 30, choveu 49,2 milímetros, o que representa quase 50% de todo o volume registrado em janeiro. Ou seja, metade da chuva do mês caiu concentrada em apenas cinco dias, sem tempo suficiente para uma infiltração equilibrada no solo.
Na zona rural, os números variaram bastante de uma localidade para outra. No Sítio Serra Brava, o acumulado chegou a 116,1 milímetros ao longo do mês. Já no Sítio Saco, foram registrados 88 milímetros, enquanto o Sítio Valdivino contabilizou 65 milímetros em janeiro, evidenciando ainda mais a desigualdade na distribuição das chuvas dentro do próprio município.
Apesar do cenário pouco animador no início do ano, a esperança segue viva. A expectativa agora se volta para a quadra chuvosa, que começa oficialmente em fevereiro. Agricultores e moradores do campo aguardam que as próximas semanas tragam um regime de chuvas mais regular, capaz de garantir boas condições para o plantio e, consequentemente, uma safra produtiva, essencial para a economia e a segurança alimentar de Milagres.
Enquanto isso, janeiro fica marcado como um mês de alerta: choveu, mas não o suficiente — e nem da forma que a terra precisava.